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30/11/2017

Poema: Bandolim

Sinto um caos dentro de mim, 
como se a vida não tivesse fim.
Sinto uma dor me esmagar, 
fazendo meu coração sangrar.
Quero a vida dizer sim,
Mas a dor não quer parar.
Não aguento mais chorar,
De nada estou mais afim...
Aumenta o desejo de me matar,
Fica difícil se controlar
Não sei como continuar assim...
Quero poder respirar
Quero poder voar
Quero apenas um jardim
Onde eu possa plantar
Colher e regar...
Me deitar sobre o cetim
E o céu admirar
Sentir o cheiro de jasmim
Esse cheiro me faz acalmar
Esquecer tudo de ruim
Que me faz chorar
Quero de madrugada cantar
Libertar meu querubim
Este momento eternizar
Ao som do bandolim.

Autora: Bianca Alves

Poema: A meia luz

Galhos secos me fecham
Lua cheia que incandesce
Madrugada fria congela
Sentimento que lhe pertence
Se ajoelhe e ore na capela
Não importa se merece
Só não feche a janela
Continue com a prece
Não se aprisione na cela
Apague o que lhe aborrece
Reviva como se fosse o fim
Quem ama o feio bonito lhe parece.

Autora: Bianca Alves

Poema: Sou

Sou a marca que te fere

Sou a faca que lhe corta

Sou aquela que a vida interfere

Sou a corda que lhe enforca

Sou o mar que te afoga

Sou o grito silencioso

Sou o fogo que queima

Sou o pecado

Sou a morte

Sou sua sentença

Ora sou princesa

Sou sereia

Sou bela

Sou problema

Sou sua cela

Sou poeta

Sou sincera

Sou a Lua

Sou o Sol

Sou abelha

Sou girassol

Sou galho seco

Sou dama da noite

Sou marca da besta

Sou diferente

Sou bizarra

Sou carente

Sou escrava.


Autora: Bianca Alves

27/11/2017

Poema: Como uma flor

Como uma flor

Vem me regar 

Como uma flor

Vem me podar

Como uma um flor

Cuidado ao me tocar

Como uma flor

Vem me cheirar

Como uma flor

Vem me aquecer

Como uma flor

Vou semear

Como uma flor

Vem me colher

Como uma flor

Eu vou crescer

Como uma flor

Vou aflorar

Como uma flor

Eu vou secar

Como uma flor

Eu vou morrer

Como uma flor ...


Autora: Bianca Alves

21/10/2017

Poema: Vida

Coração te acalma
Respira e chora
Deus, salva minha alma
Que o socorro implora.

Uma forte dor de cabeça
Um milhão de pensamentos
Não sei se a vida é algo que mereça
Talvez eu só não tenha sentimentos.

Quero acordar do pesadelo chamado vida
Cansada do agora talvez
Ao mesmo tempo não quero ser suícida
Mesmo pensando na morte mais de uma vez.

Não existem palavras para me expressar
Até porque ninguém pode me entender
Não é que a vida eu queira largar
Mas é que não aguento mais me perder.

Engolir o choro não é legal,
Mas chorar em público me faz tão mal
Não tenha pena de mim quando me ver chorar
Sou apenas uma pessoa normal.

Sufocada estou no agora
Sufocada estou
Para chorar já não tem mais hora
Só quem sabe é quem já se machucou.

Não se compare ao rico ou pobre
Não se compare ao belo e ao feio
Nada dessa vida é nobre
Coloca o cinto e aperte o freio.

A vida é como um jogo
Um dia ganhamos e no outro perdemos
Um dia você apaga o fogo
E no outro ele te queima e morremos.

Só o desejo de morrer
Mas a incapacidade de fazer
Porque minha vida não consigo tirar
Por não ser capaz de me matar.

Outras vezes a luta para sorrir
Porque tem pessoas que precisam de mim.
E se um dia eu desistir
Não foi por falta de tentar

Talvez por falta de me encontrar
Como estrelas que se escondem em dias nublados
Mas ali sempre vão estar
Mesmo que em dias ensolarado.

O silêncio responde mais do que se espera,
Até num momento desesperado
Por atravessar toda minha esfera
E consertar o que está quebrado.

Tenho fé de um dia acordar
E o Paraíso em mim habitar
Meus poemas sem medo escrever
E cada palavra se eternizar.

Viver sem parâmetros da sociedade
Viver sem regras para seguir
Viver sem lutar pela liberdade
Por já se saber aonde se quer ir.

Saber que todos tem um lado animal
Que segue o extinto de um mero mortal
Enfrenta o problema ou quer fugir
Por não saber lutar acaba por si só ferir.

O humano nunca aprende
Ele tecla o mesmo botão
Uma hora ele se arrepende
E percebe que viveu tudo em vão.

O erro está em querer entender
Entender a vida que não tem nada 
Nada que lhe faça crescer
Se tiver uma vida estagnada.

Autora: Bianca Alves

Poema: Help me

Como sorrir e se enganar?

Como viver e não se matar?

Gritar para quem?

Se não vejo ninguém!



Como da cama sair?

Se meu corpo quer adormecer

Como fazer para não desistir?

Se não aguento mais sofrer...



Essa dor quero destruir!

Mas estou sendo fraca mais uma vez

Como sempre não sei para onde ir

Quero acordar como se fosse a primeira vez.



Será que um dia vou poder sorrir

Sem sentir meu coração sagrar?

Quero poder do alto saltar

E minha vida acabar!



Ao mesmo tempo quero viver,

E meu destino poder mudar,

Hoje não tenho nada a perder,

Mesmo assim quero sarar...



Como andar com os pés no chão?

Se minha mente não para de pensar.

Como acabar com essa sensação?

De querer se matar?



Não quero que o jogo acabe,

Ao mesmo tempo perco a força.

Nem de tirar a vida eu seja capaz,

Quem sabe?



Alguém por favor me acorda?

Não me larguem na escuridão

Atenda meu grito de socorro

Porque só estou com depressão


Perdão, se eu fizer alguma coisa.


Autora: Bianca Alves 

10/10/2017

Poema: Um grito de socorro

Eu tento escrever

Não consigo por no papel

Em meu pensamento só me perco

Pois é tão infinito quanto o céu.

Queria poder chegar perto,

Conhecer talvez meu "eu"

Quem sabe parar de chorar

Não sei ao certo ...

Eu não quero me matar

Eu quero me matar

Instabilidade, descontrole

Num mundo onde não existe verdade.

Não há mais nada por quem ficar

Ao mesmo tempo fico por tudo

Só quero um dia me encontrar

Nem que seja o fim do mundo.

Mesmo sendo degolada pelos Trolls,

Mesmo sendo julgada pelos orcs

Vou lutar pelo direito de ver o Sol

E acabar com esse eclipse aqui.

Preciso da tempestade correr,

Preciso na tempestade dançar,

Preciso parar de me esconder

E meu sentimento declamar.

Sempre acreditei que era especial,

Hoje sei que sou só mais uma,

Cansei de uma vida artificial,

Só quero superar todo o trauma.

Viver um dia de cada vez,

Agusto Matraga, a hora e a vez,

A hora e a vez de Augusto Matraga,

Destruindo seu lado negro e toda praga.

Transformação

Emoção

Coração

Explosão

Compondo um novo rumo,

Buscando sorrir e ter paz,

Ignorando todo o consumo,

Se tornando uma pessoa capaz.

Congelando na terça a noite

E se derretendo numa quarta

Quem sabe um dia um pernoite,

Eu encontre a morte que me mata ...

A foice que de mim escapa,

A vida que o destino me traça,

Superar um dia essa etapa

E acabar com toda essa farsa.

Pular do topo do prédio,

Em busca do meu remédio,

Despertar desse pesadelo,

Que fez a vida ser um pleno tédio.

Escrever no banco da praça,

Ali minha dor se disfarça,

Destruir o assédio da humanidade

Enquanto ainda é noite na cidade.

Quero em mim a semente plantar,

E quem sabe a felicidade

Um dia poder me reavivar

Encontrar minha outra metade

E do sono profundo despertar

Quando em mim a liberdade

No fundo da alma penetrar.


Autora: Bianca Alves